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autoconhecimentocrenças limitantes e alavancadoras: o prompt que veio de fábrica
crença é a instrução que já vem no prompt e molda todas as respostas que vêm depois. o que pouca gente fala sobre identificar, ressignificar e transformar uma crença em ponto forte da sua marca.
fala-se muito em crença limitante e pouco em como lidar com ela. então gravei esse vídeo pra dividir o que eu aprendi nessa estrada sobre crenças, como identificar, ressignificar e perceber o quanto elas mexem com a sua vida. e, no fim, o que isso tem a ver com marca pessoal, que é o meu trabalho de levar as pessoas do silêncio ao barulho sem vender a alma. primeiro a alma, depois a estratégia.
o prompt que vem de fábrica
se eu fosse explicar de um jeito prático, nesses tempos de inteligência artificial, eu diria que crença é aquela instrução colocada lá dentro do prompt do projeto. ela faz com que todas as respostas que vêm depois se limitem por ela ou se potencializem com ela. é a configuração padrão, que vem de fábrica e que a gente vai montando ao longo da vida.
e tem dois tipos. as limitantes são as que todo mundo conhece: o dinheiro é escasso, tem que trabalhar muito pra conquistar qualquer coisa, homem não presta. mas existem as alavancadoras, as crenças positivas que facilitam o dia a dia e fazem você ser diferente.
a maior mentira sobre crença
a verdade é que não é simples. ninguém vai te entregar uma ferramenta que reconhece todas as suas crenças negativas e transforma em positivas. isso é acompanhamento, autoconsciência constante. toda vez que aparece um problema difícil de atravessar, um desafio, ou alguma coisa que se repete, você pode identificar com terapia, com trabalho de autoconhecimento, na hora em que estiver pronta pra isso. aí o corpo, a mente e o espírito ajudam a dar clareza.
a maior mentira é dizer que num retiro de fim de semana com algum guru você vai identificar todas e transformar. talvez caia uma ficha forte, e é ótimo quando cai, mas atrás dela vêm várias outras.
de onde elas vêm
nada vem fácil. quem cedo madruga. se veio fácil, desconfia, deve ser falcatrua. todo rico é desonesto. essas frases costumam ser implantadas pelos pais ou por adultos próximos, que falavam, demonstravam, e a criança tomou aquilo como verdade dela.
se o meu pai dizia que tudo precisa de muito sofrimento, quando eu crescer o meu corpo vai saber, por fidelidade a ele, que se a coisa veio fácil, tá errada. aí ele trata de dificultar, ou eu nego a oportunidade que parecia fácil demais e perco ela. se a mulher cresce ouvindo que homem não presta, quando aparece um que presta ela acha que os sinais são mentira e que em algum momento vai tomar um capote.
tem a do carrão no trânsito. toda vez que você vê o carro bonito e pensa "é o rico que tá atrapalhando", você está organizando na sua cabeça que ser rico é ser folgado. aí, quando aparece a chance de ganhar mais, você se afasta, porque não quer ser aquela pessoa. o seu corpo tá te protegendo, porque ele faz de tudo pra provar que você está certa no que acredita. a gente cocria a partir do que acredita e da energia que vibra.
e tem a do pai rico, pai pobre, aquela de que não dá pra ter as duas coisas. a criança que ouvia que não podia comprar isso e aquilo cresce num dilema eterno: o carro ou o apartamento, a viagem ou o bem material. o mesmo vale pra relação. muita gente acredita que o bom relacionamento, a boa parceria e o bom sexo estão em pessoas diferentes. quem cresce com isso nunca vai encontrar alguém que tenha tudo.
o primeiro exercício
quando um ciclo se repete na sua vida, pergunte de onde ele vem. o primeiro exercício de clareza é listar o que a sua mãe e o seu pai falavam sobre dinheiro, relacionamento, família e atividade física, e perceber o que você repete por fidelidade invisível a eles. pode ser qualquer adulto que estava por perto. depois, ressignifique a frase de um jeito positivo pra você.
uma dica prática: se não quiser ler o pai rico, pai pobre inteiro, peça a uma inteligência artificial pra listar as crenças sobre dinheiro que o livro traz e veja com quais você comunga. "pra conquistar tem que sofrer" pode virar "quando eu estiver pronta pra receber, eu recebo" ou "não precisa ser difícil pra eu conquistar". toda vez que perceber aquilo acontecendo, mentalize, repita, se monitore e decida mudar. com o tempo, você sente a crença limitante virar alavancadora.
treinar é diferente de fluir
mas tem um cuidado. treinar é diferente de fluir. se eu quero ser educado e passo o encontro inteiro repetindo pra mim mesmo que tenho que ser educado, buscando palavras e gestos de educação, eu viro uma máquina. com o tempo pode até virar natural, mas é diferente de quem é educado sem nem pensar, porque é empático com o outro por caráter. então vale ir lá atrás, na infância, na sua história, nos seus ancestrais, entender o que te fez não pensar no outro e ressignificar isso. aí o comportamento se dissolve no natural e para de exigir esforço.
é como os mandamentos. você não passa o dia lembrando que matar é errado e se esforçando com sacrifício pra não matar. você vive aquilo, porque é seu princípio. o perigo de muita disciplina mental, de muito treinamento e até de religião usada como contenção é que o que você guarda demais uma hora transborda. não use nada disso pra conter. busque o seu natural.
e a crença que eu acho que mais faz o mundo sofrer é a de que o lugar onde você ganha dinheiro não é o lugar onde você é feliz, que trabalho é obrigação. dá sim pra trabalhar com o que você ama, com quem você gosta e com tesão, e isso trazer dinheiro, desde que você trate com responsabilidade. esse é o lugar do adulto.
o que isso tem a ver com marca pessoal
as suas crenças determinam quem você é e a imagem que você passa. se você acredita que gente bem vestida é charlatã, 171, que tá vendendo mentira, você não vai querer se arrumar, e isso pode prejudicar a sua marca. no meu trabalho eu gosto de identificar cinco filosofias de vida, em forma de mantra, ligadas a crenças alavancadoras, e colocar isso como ponto forte da marca, pra pessoa viver aquilo todo dia e levar pros produtos, serviços e conteúdo. muda o jogo.
eu mesmo tinha uma crença limitante forte: precisava ser sempre extraordinário. eu era bom aluno, passava direto, e a minha mãe dizia que eu não tinha feito mais do que a obrigação. enquanto isso, eu via criança ganhando bicicleta ou viagem porque passou na recuperação, arrastada. cresci achando que tinha que me esforçar demais por qualquer coisa. não bastava postar todo dia, tinha que ser o melhor conteúdo de todos. e isso me travava.
transformei essa crença no mantra da minha marca: primeiro seja ok, depois seja foda. fazer o básico bem feito no dia a dia, porque o olhar de fora dizendo que você é incrível vem com o tempo. a diferença entre o melhor tenista do mundo e o centésimo é pequena, é de consistência. é melhor ser um jogador média sete o ano inteiro do que tirar dez uma vez e depois três e quatro. toda vez que me pego adiando alguma coisa por querer o mais perfeito de todos, eu me lembro: básico bem feito primeiro. o foda é consequência de ser ok por muito tempo, até as pessoas notarem a diferença.
qual frase que você ouviu na infância ainda decide por você hoje?
fui. 💚


