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autenticidade: o que é e como ser autêntico sem virar personagem

autenticidade é ser quem você é, independente de quem está na sala. veja o que ela é de verdade, o que ela não é e como levar a sua pra marca e pro trabalho.

por kerkbrander · fabiokerk®
· 4 min de leitura
autenticidade: o que é e como ser autêntico sem virar personagem

a internet construiu uma visão torta de autenticidade. parece que autêntico é quem fala o que pensa na cara, xinga, discorda de tudo ou grita mais alto. as pessoas confundem autenticidade com extroversão, com ser expansivo, com não ter filtro. e aí quem é mais quieto acha que não pode ser autêntico, e quem é mais expansivo acha que já é. nenhuma das duas coisas é verdade.

o que é autenticidade?

é ser quem você é, independente de quem está na sala e de qual sala é. dá pra ser autêntico de sunga na praia e de terno numa reunião. o que muda é a roupa, a essência continua. na prática, ser autêntico é estar confortável em ser quem você é.

eu gosto de usar o exemplo do nariz. uma coisa é dizer que odeia o próprio nariz e quer operar. outra é dizer que esse é o nariz da sua mãe, da sua família, e que, se um dia quiser mudar, tudo bem. a energia da mudança é diferente. quem se aceita pode mudar sem se violentar.

e autenticidade é o veículo que leva a sua essência até o seu propósito. sem ela, a essência fica guardada e o propósito fica no papel.

o que autenticidade não é

não é ser do contra. não é ser rude e dizer que é sinceridade. não é abrir mão de se adaptar ao lugar. você pode ajustar o tom pra uma criança, pra um cliente e pra um amigo e continuar sendo você. o que não dá é virar outra pessoa.

também não é espontaneidade sem limite. no kerkcast sobre o poder da autenticidade, eu falo que ela passa por se aceitar, saber dizer sim e não e ser a mesma pessoa no físico e no digital. aquela pessoa que ao vivo parece outra, você já conheceu uma, né?

por que ela importa pra uma marca?

porque personagem cansa. quem monta um personagem precisa sustentar aquilo todo dia, e uma hora ele cai. é muito mais fácil ser quem você é do que ser quem você quer ser. e a internet ajuda a ver isso: quem passa uma sensação na rede e entrega outra ao vivo perde a confiança. quando a sensação é a mesma, a confiança cresce, como a fachada de uma loja que mostra o que tem dentro.

e tem um efeito que eu vi acontecer com muita gente. quando você é autêntico, as pessoas começam a discordar de você, e tudo bem. quem se conecta com o seu jeito é quem vai ser o seu melhor cliente, o seu melhor aluno, o seu melhor parceiro. quem não se conecta, você não ia querer atender por muito tempo.

autenticidade sem coerência vira performance

essa é a parte que quase ninguém conta. você pode ser muito você e, mesmo assim, dizer uma coisa, sentir outra e fazer uma terceira. aí a marca fica confusa. por isso eu uso as duas palavras juntas. a autenticidade diz quem você é, e a coerência garante que sentir, falar e fazer estão no mesmo lugar.

como começar a ser mais autêntico na prática

lembre do que você fazia quando criança sem ninguém pedir. eu fiz esse exercício numa live de três noites, a jornada da protagonista: o que te dava prazer, em que momento você parou e por que.

pergunte a quem convive com você como te descreve, e compare com como você se descreveria. o que for diferente é o que precisa de atenção.

e escute o corpo. quando uma escolha te dá poder, você sente. quando não dá, também. o nome que você usa, o cliente que você aceita e o conteúdo que você faz passam por esse teste.

onde a autenticidade aparece no meu trabalho

o meu método se chama guia de autenticidade e parte justamente daqui. eu não construo uma marca por cima de você. eu ajudo a desenvolver o que você já tem, e o guia fica como um manual pra você abrir daqui a cinco ou dez anos e reconhecer que ainda é a sua essência. a sessão flow é onde a gente começa essa conversa.

se você pudesse tirar uma máscara hoje na sua marca, qual seria?

fui. 💚

gostou? manda pra quem precisa ler.
carta do kerk

um lampejo por e-mail, quando valer.

sem frequência fixa e sem encher sua caixa.

do silêncio ao barulho

se você não escolhe quem é, o mundo escolhe por você.

e quando o mundo escolhe, ele simplifica, rotula, empacota. sua marca começa com uma escolha, antes de qualquer post. bora?

onde há paixão, não há imitação.

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