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marca pessoal

autobriefing: o exercício simples pra encontrar o seu tom de voz

cinco passos com papel e caneta pra descobrir como você se vê, como os outros te veem e quais são os cinco adjetivos que vão guiar o tom de voz e as escolhas da sua marca pessoal.

por kerkbrander · fabiokerk®
· 14 min de vídeo · 5 min de leitura
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o autobriefing é o exercício que eu mais indico pra quem quer se reconhecer como marca. ele pega tudo que você acha que é defeito ou característica pessoal e transforma em benefício profissional, pra você marcar com consciência e fundamento. a ideia é trazer pra consciência o que você já usa naturalmente, mas nunca usou de modo estratégico. o que você já tem, como as pessoas te enxergam, e como usar isso a seu favor com clientes, amigos e família.

muitas vezes a gente não dá ouvidos ao que enxergam da gente do lado de fora. se uma pessoa fala que você é de um jeito, pode ser implicância. se várias falam a mesma coisa, me desculpe, mas essas pessoas têm razão. aí você tem dois caminhos: continuar com o mindset fixo, dando murro em ponta de faca, achando que faz tudo certo, ou abrir os ouvidos e usar isso a seu favor.

antes de começar

pega papel e caneta. escrever importa, porque o que fica só na cabeça não se materializa. e a regra principal: responda tudo com a primeira coisa que vier. sem julgar, sem criticar, sem criar artimanha mental pra se sabotar com "será que eu sou isso mesmo?". vale o que vem da intuição, que vem mais rápido. e todas as respostas são em adjetivos.

passo 1: como você se vê

escreva de três a cinco adjetivos, bons ou ruins, que te representam. qual a sensação que você passa? alegre, chata, madura, bem-humorada, espontânea, extrovertida, clássica, elegante, zen. se um adjetivo só não diz tudo e vier uma expressão, tudo bem, depois você encontra a palavra. guarde essa lista.

passo 2: como os outros te veem

esse dá um pouco mais de trabalho e é o mais poderoso. mande mensagem pra pelo menos três pessoas de cada grupo: família, amigos e trabalho, que pode ser cliente, chefe ou colega. se você já gera conteúdo e conversa com o seu público, abra uma caixinha de perguntas pra um quarto grupo, o da rede social. peça de três a cinco adjetivos e, se achar necessário, pelo menos um defeito.

deixe a pessoa muito à vontade. você não pode retrucar, contra-argumentar nem justificar nada. colhe os adjetivos, fica calada e agradece. é um love back, um retorno de afeto que essas pessoas estão te dando.

aí compare. se o jeito que você se vê é parecido com o jeito que os outros te veem, massa, você tem uma visão real de si e está coerente. se ficou muito distante, tem um problema instalado. provavelmente você está presa à ideia de que é de um jeito, enquanto o mundo te vê de outro, e perde tempo nesse embate em vez de usar isso a seu favor. reavalie e leve em consideração tudo que trouxeram.

compare também os três grupos entre si. se família, amigos e trabalho te descreveram parecido, ponto pra você, porque você é autêntica, a mesma pessoa em todos os ambientes. se no trabalho você é vista como séria e com as amigas é escrachada, brincando, dançando com brilho na boca, não tem problema, é natural ficar mais à vontade com as amigas. mas vale avaliar se precisa ser tão séria no trabalho e tão demais com as amigas. existe equilíbrio, e você pode mostrar um pouco da sua vida pessoal no trabalho.

passo 3: como você deseja ser vista

pense no futuro, onde quer chegar, porque isso ajuda nas pequenas decisões de hoje. escreva de três a cinco adjetivos de como quer ser vista. podem repetir os que já apareceram ou ser novos. talvez você não queira ser vista como amadora, sem conteúdo ou fútil, e sim como profissional e cheia de conteúdo.

passo 4: como você não quer ser vista de jeito nenhum

esse complementa o anterior e é muito importante. se você não quer ser vista como menininha imatura e sem experiência, talvez algumas atitudes do dia a dia, a relação com o cliente ou a exposição na rede precisem mudar. talvez o jeito de se vestir esteja dizendo isso, e valha uma roupa mais adulta, mais clássica, porque imagem fala muito. do mesmo modo, se você diz que é prática e direta, mas é burocrática, cheia de etapas de e-mail, orçamento e reunião pra lidar com o cliente, você não está sendo prática.

passo 5: os cinco adjetivos da sua marca

com as quatro respostas no papel, crie uma visão de drone e olhe de cima pra tudo que colheu. extraia os cinco adjetivos mais naturais em você, os que mais aparecem na percepção dos outros e que você sustenta com mais facilidade. eles vão guiar o seu personal branding, o seu tom de voz e as suas escolhas em todos os pontos de contato, que são os lugares onde você se relaciona com o cliente, seja por mensagem, áudio, vídeo ou ao vivo.

se você é bem-humorada, toda conversa no whatsapp pode começar com um emoji de sorriso ou uma brincadeira, educada e profissional, mas menos formal. se você é conceitual e fundamentada, toda vez que usar um termo específico, conte de onde ele vem, no post, no texto do blog, no podcast ou no vídeo.

se achar difícil levar adjetivo pra escolha prática, pense que você sabe olhar uma foto e dizer se ela é séria ou bem-humorada, dinâmica ou parada. é esse balizamento. uma fonte regular é estática, uma itálica parece que corre pro lado e é mais dinâmica. os adjetivos te ajudam na comunicação, no visual e até nos serviços que você oferece.

e esses cinco não são pro resto da vida. pelo menos três costumam continuar com você por muito tempo, porque são a sua essência. os outros dois podem mudar, porque a gente evolui. refaça o exercício de vez em quando.

a vitrine e a loja

quando a sua vitrine já mostra quem você é, quem entra na loja chega com menos atrito e não se frustra. a melhor forma de atrair quem tem a ver com você é mostrar quem você é em todos os pontos de contato, na escrita, na imagem, no vídeo, no tom de voz, na roupa e no tipo de conteúdo. não adianta repetir "eu sou uma pessoa muito alegre" com cara séria, porque ninguém vai acreditar. o seu jeito precisa falar por você.

e aí, qual adjetivo que os outros te deram você ainda não teve coragem de assumir?

fui. 💚

gostou? manda pra quem precisa ler.
carta do kerk

um lampejo por e-mail, quando valer.

sem frequência fixa e sem encher sua caixa.

do silêncio ao barulho

se você não escolhe quem é, o mundo escolhe por você.

e quando o mundo escolhe, ele simplifica, rotula, empacota. sua marca começa com uma escolha, antes de qualquer post. bora?

onde há paixão, não há imitação.

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