
todo mundo me pergunta se precisa de marca pessoal, e eu devolvo a pergunta: você acha que alguém que te conhece guarda alguma ideia de quem você é? se a resposta é sim, e ela é sempre sim, você já tem uma. a marca pessoal existe com ou sem a sua permissão. o que muda de uma pessoa pra outra é se ela foi construída de propósito ou no improviso. eu trabalho com isso desde 1998, já criei 384 marcas e ajudei mais de 2 mil pessoas a se posicionar, e este texto é o mais direto que eu consigo ser sobre o assunto.
o que é marca pessoal?
é a impressão que fica de você quando você sai da sala. é o que sentem ao ler a sua bio, ouvir a sua voz, ver como você responde uma mensagem, lembrar da última vez que você entregou algo. tem a ver com imagem, mas imagem é só a primeira camada. o que sustenta de verdade é o que as pessoas percebem de você ao longo do tempo, e isso a gente chama de reputação.
tem uma frase muito usada por aí: marca pessoal é o que falam de você quando você não está na sala. eu gosto, mas acho que ela deixa uma pergunta no ar. você consegue deixar a mesma experiência em toda sala que entra e sai? por isso eu gravei um episódio inteiro sobre isso, o kerkcast sobre o que é uma marca pessoal.
de que uma marca pessoal é feita?
eu separo em cinco coisas que se repetem em toda marca que eu desenhei.
o nome, que é a primeira palavra que chega antes de você. é o nome profissional, o arroba e, às vezes, uma marca patronímica. o capítulo que eu escrevi no livro encontre sua marca é sobre isso, o poder do nome.
a mensagem, que é o que você diz que faz, pra quem e por quê. quem tenta falar com todo mundo não fala com ninguém.
a identidade visual, que reúne símbolo, cores, tipografia e o jeito de aplicar tudo isso. ela tem que combinar com o que você é, e não com o que está na moda.
o conteúdo, que é onde as pessoas vão te conhecer antes de te contratar. não precisa ser todo dia nem em todo lugar. precisa ser seu.
e a constância, que costuma ser a parte mais difícil. um básico bem feito, repetido por anos, vence o extraordinário sem raiz.
por que construir a sua?
porque ninguém compra de quem não consegue entender. a maioria das pessoas que chegam até mim tem experiência, resultado e história, mas a marca ficou menor do que a pessoa. isso acontece muito com quem é bom em coisas demais, e o mercado não sabe como te chamar.
e porque a marca pessoal vai com você. se você muda de empresa, de área ou de cidade, ela continua. uma marca pessoal nunca recomeça do zero, ela carrega tudo que você já viveu.
por onde começar?
pelo que você já é. eu aprendi isso do jeito difícil e depois vi acontecer com centenas de clientes. a marca que dura nasce do que você tem de mais verdadeiro, e a autenticidade é o que leva essa essência até o seu objetivo. por isso os meus passos começam por dentro.
primeiro, pergunte a quem convive com você. mande uma pergunta só pra três pessoas da família, três do trabalho e três amigos: se você fosse me apresentar a alguém, como apresentaria? os adjetivos que se repetirem são o começo da sua marca. eu fiz esse exercício ao vivo num café com branding on e conto como funciona.
depois, descubra com quem você gosta de trabalhar. eu chamo esse público de lovenicho®, aquele cliente que dá prazer de atender e que tem prazer de ser atendido por você.
em seguida, escolha o que você quer ser lembrado por fazer. isso é posicionamento, e tem um texto só sobre ele: posicionamento de marca pessoal.
por fim, organize tudo isso com intenção, que é o trabalho de branding pessoal.
marca pessoal é só pra quem aparece nas redes?
não. tem médica, arquiteta, advogada, professora que construíram a marca na indicação, no atendimento e no boca a boca, e estão muito bem. as redes são um meio, e a marca vem antes delas. o que a internet faz é ampliar o que você já é, e por isso quem vai pra rede sem se conhecer acaba confuso e cansado.
o que importa é ter prazer no caminho. quem acorda feliz pra trabalhar, com gente de quem gosta, sustenta tudo isso por mais tempo. é a filosofia do worklover®, que eu difundo desde 2011.
o que eu faria no seu lugar
se eu estivesse começando hoje, faria três coisas nesta semana. escreveria cinco adjetivos sobre mim. perguntaria a nove pessoas como elas me veem. e olharia o meu perfil como se fosse um desconhecido, perguntando se ele combina com o que eu escrevi nos adjetivos. se quiser fazer isso com alguém do lado, a sessão flow é a porta de entrada do meu trabalho.
qual é a primeira palavra que vem à sua cabeça quando você pensa na sua marca?
fui. 💚


