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personal branding: o que é e como aplicar no brasil

personal branding é o nome em inglês de branding pessoal. veja de onde veio o termo, a diferença pra marketing pessoal e como aplicar sem virar personagem.

por kerkbrander · fabiokerk®
· 3 min de leitura
personal branding: o que é e como aplicar no brasil

a primeira palestra que eu dei sobre o assunto foi em 2008, na faculdade, num seminário interno. o livro que eu li pra preparar tinha acabado de sair em português. nessa época quase ninguém falava disso por aqui. hoje é o assunto que mais aparece na minha timeline. e eu acho ótimo, porque quanto mais gente fala, mais gente se pergunta quem é.

o que é personal branding?

personal branding é o nome em inglês de branding pessoal. é o trabalho de organizar com intenção a forma como você é percebido, do autoconhecimento ao nome, da mensagem ao conteúdo. o termo ficou popular depois que tom peters publicou "the brand called you" na fast company, em 1997. a ideia dele era que cada pessoa, mesmo empregada, é a dona de uma marca que precisa cuidar.

no brasil a gente usa os dois. tem quem prefira "marca pessoal" por ser mais próximo de como a gente fala, e tem quem use o inglês por hábito. o conteúdo é o mesmo, e eu falo mais dele no texto sobre branding pessoal.

personal branding é o mesmo que marketing pessoal?

não, e vale separar. o personal branding é de longo prazo e cuida da essência: quem você é, o que você defende, o que você quer deixar. o marketing pessoal é a divulgação, o que você faz pra ser visto agora. um sem o outro cansa. marketing sem branding vira barulho. branding sem marketing vira um tesouro escondido.

e a marca pessoal é o resultado. é o que sobra na cabeça das pessoas depois.

o que o personal branding não é

não é virar influenciador. tem gente com milhões de seguidores que escreve num guardanapo e tira foto, e tem gente que só posta print dos stories. não existe regra. existe onde você consegue colocar quem você é de fato e o que você acredita.

também não é fingir. a internet construiu uma visão torta de autenticidade, como se fosse falar na cara, xingar, ser expansivo. autenticidade é estar confortável em ser quem você é, na praia de sunga ou na reunião de terno. e se você monta um personagem, uma hora ele cai, porque é muito mais fácil ser quem você é do que ser quem você quer ser.

o que muda com a inteligência artificial?

muita gente me pergunta se o chatgpt vai acabar com o branding pessoal. eu acho o contrário. os meus três últimos clientes chegaram indicados por ele, e alguns me mandaram o print, rs. a ferramenta responde bem quando a pessoa sabe o que quer dizer. se você tem clareza de propósito, de voz e de objetivo, usa a inteligência artificial a seu favor. se não tem, ela vai te devolver um texto genérico.

e o que a máquina não faz é viver por você. a reputação se constrói com entrega, coerência e gente falando bem de você por conta própria.

como começar

pergunte a quem convive com você como te apresentaria. escolha cinco adjetivos que você consegue sustentar. e repita, nas redes e fora delas. se quiser um passo a passo, eu fiz um ao vivo no café com branding on, com exercícios que você faz com papel e caneta.

você consegue dizer em uma frase o que as pessoas devem lembrar de você?

fui. 💚

gostou? manda pra quem precisa ler.
carta do kerk

um lampejo por e-mail, quando valer.

sem frequência fixa e sem encher sua caixa.

do silêncio ao barulho

se você não escolhe quem é, o mundo escolhe por você.

e quando o mundo escolhe, ele simplifica, rotula, empacota. sua marca começa com uma escolha, antes de qualquer post. bora?

onde há paixão, não há imitação.

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