em junho de 2019 eu gravei o primeiro episódio do kerkcast, o meu primeiro podcast. a ideia era um episódio curto por semana, e o primeiro tema não podia ser outro: não adianta fugir, você vai precisar usar a sua marca pessoal. pode chamar mainha, pode chamar painho, pode espernear, não tem pra onde correr.
marca não é o risquinho
quando eu falo de marca pessoal, pelo amor de deus, não estou falando de um simbolozinho, do risquinho da nike ou do nome escrito da coca-cola. estou falando da sua reputação, de quem você é, da sensação que você transmite e divide com o mundo.
você nasceu e tem uma particularidade. as suas experiências fizeram de você uma pessoa diferente. na família você teve um papel. na escola, nas brincadeiras, na graduação, nos cursos, nos trabalhos, em todo lugar você ocupou um papel e deixou uma marca. e o mais bacana é que esse legado costuma se repetir: a sensação que você deixa nas pessoas tende a ser parecida ao longo do tempo.
o que falam quando você sai
então olha pra esses papéis. como as pessoas te enxergam? o que falam de você quando você sai? quais adjetivos elas usam? quando uma pessoa diz que você é de um jeito que você não acha que é, pode ser implicância. quando muita gente diz a mesma coisa, elas são a verdade e você é que está desconectado da realidade. esse fantástico mundo de bob só funciona no seu mindset fixo, pra você mesmo. pra se relacionar com o mundo, não funciona.
no meu canal do youtube tem o autobriefing, que ajuda a enxergar esses adjetivos e a usar isso na rede. mas o principal é se olhar, entender o que esses papéis te trouxeram de benefício e qual é a sua particularidade.
ninguém explica igual
você pode ter o mesmo serviço, na mesma cidade, de outras pessoas que parecem iguais pro mercado. mas no fundo é muito difícil duas pessoas explicarem o mesmo assunto, contarem as mesmas histórias e darem os mesmos exemplos do mesmo jeito. as pessoas entendem diferente e têm empatia por pessoas diferentes.
nenhuma empresa vende porque é empresa. ela vende porque tem gente que usa o que ela vende. a apple não seria a apple se os grandes profissionais da área não assinassem embaixo e não pagassem pau pra ela. e hoje, com a humanização das marcas, a marca pessoal ganha ainda mais força, porque a empatia é muito mais fácil de pessoa pra pessoa.
pare de querer agradar todo mundo
a gente se perde querendo agradar todo mundo, e não precisa. se mostre como você é, assuma a sua autenticidade, e quem tem a ver com você, os futuros clientes e parceiros, vai se identificar. quando você atende um cliente com quem não teve conexão, o trabalho fica ruim pra você e a entrega fica ruim pra ele. e você não multiplica aquele cliente em outros bons.
não venha me dizer que você é foda e faz igual pra todo mundo. não é verdade. você não fala igual com a criança, com o adulto, com o velho, e não tem o mesmo prazer com cada um. pra saber quem você quer, precisa saber quem você é.
sustentar a imagem real
vender a sua imagem real é mais fácil, porque você não precisa ficar fazendo tipo e prestando atenção se está fazendo do mesmo jeito. é como a primeira semana do big brother: dá pra fazer tipo, depois você se entrega. então assuma logo quem você é, e não vai precisar pedir desculpa depois porque xingou.
eu falo palavrão. quem não gosta de ouvir alguém que às vezes xinga não é cliente pra se conectar comigo. isso não é arrogância, é posicionamento. eu não seria feliz passando a vida fazendo tipo pra ser aceito em grupo nenhum. então pare com o mimimi, assuma a responsabilidade e use a sua marca pessoal a seu favor. cuide da sua reputação, porque ela é o legado que você vai deixar.
quais adjetivos te acompanham desde a escola?
fui. 💚


