concorrência prostitui, parceria educa. eu uso essa frase desde o meu primeiro vestibular, lá por 97 ou 98. quando você quer atropelar os concorrentes jogando preço lá embaixo ou fazendo coisas que não cabem ao mercado, você prejudica o entendimento de quem está do outro lado. isso é ruim pra sua marca, pro seu negócio e pro seu nicho inteiro.
estudar com quem tem a nota perto da sua
no terceiro ano eu fui pra uma turma modelo, numa escola que queria aprovar no vestibular. eu sempre fui dos melhores alunos e tive bolsa até ali. os amigos estranhavam: por que você estuda com fulano, se a nota dele tá perto da sua? eu não via nada demais. eu aprendia, eles aprendiam, e na hora da prova cada um por si, tudo certo.
no design, que foi a minha primeira profissão de fato, eu fazia igual. olhava os designers à minha volta e conversava sobre marca, sobre como cada um trabalhava, não pra copiar, mas pra entender. compartilhar conteúdo e aprender de forma colaborativa são dois valores que eu levo desde criança, e você vai ver isso em todo o meu conteúdo.
tem cliente pra todo mundo
eu prefiro que você escolha um profissional que te dê resultado de verdade. se o nosso santo não bater, não tenho problema nenhum em te indicar outra pessoa. no meu perfil antigo, que chegou a 18 mil seguidores em dois anos e meio de conteúdo, eu fiz lives com todo mundo que aceitou falar de marca pessoal, cada um do seu ponto de vista, porque todos os pontos de vista ensinam.
faz a conta. salvador tem uns 2,6 milhões de pessoas. quantas precisam trabalhar a marca pessoal, e quantas podem pagar o meu preço? esse recorte eu não dou conta sozinho. nem cinquenta profissionais dariam. no brasil inteiro, muito menos. as pessoas se veem como concorrentes e não são. tem o cliente que aprende melhor comigo e o que aprende melhor com você.
dona lúcia e o celular de abrir
eu tinha uns 19 anos, já estava na segunda faculdade, a de design, e trabalhava como promotor da nokia numa loja de operadora pra pagar os estudos. eu me dava bem com os promotores de todas as marcas. um dia chegou a dona lúcia. ela queria um celular de abrir, bonito, com status, pra atender e no máximo mandar mensagem. era a época do motorola v3. eu disse: dona lúcia, a nokia não tem o celular pra senhora, o ideal pra você é o motorola. e chamei o andré, o promotor da motorola, que hoje já se foi.
ele me agradeceu porque recebeu a cliente de bandeja, com a compra decidida. e eu expliquei: se eu vendesse um nokia pra ela, todo dia que ela usasse ia me xingar. quem resolveu o problema dela fui eu. dali em diante, quando o andré percebia que um cliente era de nokia, mandava pra mim. todo mundo satisfeito. e a dona lúcia voltou depois mandando a filha me procurar, porque o fábio ia indicar o melhor celular. por coincidência, pro perfil dela, era um nokia.
organize o seu mercado
é bonito ver um mercado unido, em que você procura informação e recebe uma resposta séria, vai em outro profissional e recebe a mesma seriedade, sem ninguém falar mal de ninguém. cada um tem um ponto forte, cada um é único. e aquele cliente que você conta os dias pra acabar talvez fosse ótimo pra um colega, e o dele pra você.
a dica é reunir um grupo de pessoas que fazem o mesmo que você e que você curte, conversar e começar a organizar, pra que vocês sejam referência na área, mesmo numa cidade pequena. pensa em quantos cílios tem pra fazer em salvador e quantos estilos existem, do volume vassoura ao mais discreto. cada um tem o seu tipo. não vai ser da noite pro dia. e se parece que vai demorar cinco anos, comece agora, senão daqui a cinco anos você vai perceber que ainda precisa começar, e vira dez.
quem da sua área você poderia chamar pra conversar essa semana?
fui. 💚


