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worklover®

kerkcast #10: worklover, o que é isso?

seus avós não podiam, mas você pode. de onde veio a palavra worklover, por que ela é o contrário do workaholic e o que te impede de viver do que você ama.

por kerkbrander · fabiokerk®
· 10 min de podcast · 4 min de leitura
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eu não ouvi a palavra worklover em algum lugar e pensei "isso me representa". não foi assim. eu não sou bom de inglês, sempre fui mais do inglês técnico, de palavras soltas. o love veio da universidade, de um livro que me marcou, o lovemarks, sobre as marcas feitas e gestadas com emoção.

o asco do workaholic

ao longo da vida eu passei por muita gente, inclusive clientes, workaholic, tudo em prol do trabalho. e sempre tive um certo asco disso. gente que não tem tempo pra se cuidar, pra comer com calma, pra tomar um café com alguém legal, pra ver o pôr do sol ou o nascer do sol, pra aproveitar as relações e a si mesma.

um dos meus maiores valores é o tempo de qualidade. prefiro acordar cedo e me atrasar com calma do que sair atropelando tudo. pode ser devagar, desde que eu continue indo. aí juntei as duas palavras, work e lover, e fiquei usando por um tempo. quando fui pesquisar, descobri que a palavra já existia: gente que trabalha por amor, com algo que gosta, pra pessoas de quem gosta. me identifiquei demais.

sair quando começa a doer

em todo emprego, quando chegava num ponto em que não dava mais pra crescer, em que eu sentia que deixava um pedaço de mim todo dia, eu dizia que precisava sair. foram mais de 40 trabalhos, formais e informais. e em paralelo a todos eles, eu sempre olhava as pessoas como marca. fazia isso pra empresas, porque o relacionamento de uma empresa é com pessoas, os donos. depois passei a fazer só com pessoas, na imagem e no autoconhecimento.

sua mãe não podia, você pode

o que mais me pega é a crença de que não dá pra viver do que ama. muita mãe fez o que não gostava pra sustentar a casa, foi infeliz profissionalmente e deu conta. hoje, com a internet e a globalização, você pode fazer o que gosta e ganhar dinheiro com isso, e não acredita.

o músico diz que não dá pra viver de música, mas procure na internet quanta gente vive. a cabeça bitolada acha que viver de música é estar no palco, na televisão, e isso é o ego, o lugar do músico, não a música. pra uma artista chegar ao topo das paradas, quanta coisa ela fez por trás. numa palestra, você vê o 1% e pensa que poderia falar aquilo, mas não está disposta a encarar os outros 99%, a sentar a bunda na cadeira e estudar.

o artista diz que gosta de pintar mas não dá dinheiro. quanta gente vende pintura no instagram? quanta gente ganha escrevendo? hoje você não precisa morrer pra ganhar dinheiro com a sua obra, vende em tempo real. o ovo de páscoa artesanal é um exemplo: antes só existia o industrial, hoje cada um faz com o seu conceito e vende pra muito mais gente do que os vizinhos.

amar não basta

mas não adianta só amar o que faz. você precisa de compromisso pra construir aquilo como negócio. o mais difícil não é fazer dar certo, é decidir viver do que ama e ralar por isso. estratégia de marketing você aprende com uma consultoria, uma mentoria, alguns livros. agora, se escolher algo que não gosta, quando o resultado começar a aparecer você já não vai aguentar fazer. muita gente segue a oportunidade porque está dando certo, em vez de escolher a oportunidade que a aproxima do propósito. e propósito não é um fim, é vivido todo dia.

aquela sensação de acordar antes do despertador

sabe quando você vai remar com a galera, correr cedo ou encontrar alguém cuja companhia você curte, e acorda antes do despertador, com aquela euforia, a roupa separada desde a véspera? imagina sentir isso todo dia pelo seu trabalho. e você nem precisa trabalhar pra si mesma. dá pra encontrar uma empresa que pague pra você fazer o que gosta. o problema é que muita gente está no lugar errado, aceitando migalha, sem coragem de sair, e acaba fazendo do trabalho o centro da vida ou nem conseguindo falar dele.

quem me conhece sabe: eu amo falar do meu trabalho em qualquer lugar, no ponto de ônibus, no carro, numa mesa de bar, porque é um tema que eu gosto e não sinto que estou trabalhando. trabalhar dignifica, é com ele que a gente constrói a nossa obra. e com o que você ama é ainda melhor. não precisa mudar tudo de uma vez. comece pensando no que te faz bem e em como colocar um pouquinho disso na sua vida todo dia.

o que você faria mesmo se ninguém te pagasse?

fui. 💚

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carta do kerk

um lampejo por e-mail, quando valer.

sem frequência fixa e sem encher sua caixa.

do silêncio ao barulho

se você não escolhe quem é, o mundo escolhe por você.

e quando o mundo escolhe, ele simplifica, rotula, empacota. sua marca começa com uma escolha, antes de qualquer post. bora?

onde há paixão, não há imitação.

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