marca pessoal, propósito e o prazer de ser quem você é, no sucesso consciente
o tosho leo carvalho veio a salvador gravar o podcast sucesso consciente comigo, de frente pro mar de stella maris. falamos do worklover, dos quatro movimentos do dia, do lovenicho® e de uma autenticidade que nada tem a ver com falar alto.
o tosho leo carvalho tem um podcast nômade, o sucesso consciente, do clube da transformação. ele grava de qualquer lugar do planeta, e quem escolhe o lugar é o convidado. eu escolhi o estúdio da pâmela, em stella maris, aqui em salvador, com café, pão de queijo quente e uma vista que, nas palavras dele, não é ia, é inteligência divina, hehe. a gente se conheceu por indicação de uma amiga em comum, marcamos meia hora de videochamada e ficamos duas. o que chamou a atenção dele no guia de autenticidade foi justamente o ponto de partida, o ser, e não o fazer ou o ter.
o celular certo
ele quis saber de onde vem isso, e eu voltei pros meus tempos de vendedor. na loja de celular, eu podia, com um pouco de persuasão, empurrar um aparelho bom que a pessoa nunca ia usar direito. aí, todo dia que ela pegasse o celular, ia lembrar de mim com raiva. às vezes eu ia contra o gerente e a meta e vendia o que combinava com ela. todas as vezes que fiz isso com verdade, a pessoa voltou trazendo outras. desde cedo eu achei que pergunta leva mais longe do que receita. o que você sente, o que você deseja, o que tem a ver com você.
o guia de autenticidade nasceu daí. é uma orientação intuitiva e estratégica. tem o lado espiritual e tem o lado do dinheiro, e a estratégia precisa estar junto. é o caminho do meio.
a palavra que chega pronta
o tosho leu minha bio inteira em voz alta, do menino que pensou na roça desenhando no massapé até o "marcado no cinco", e perguntou de onde vinham os meus termos. muitos chegam no flow, aquele momento em que você deixa de ser o dançarino e vira a dança. o worklover veio assim, há mais de dez anos. o lovenicho também. eu presto atenção na diferença entre a imagem que chega pronta na cabeça e a imagem que eu vou montando. quando chega pronta, eu respeito mais do que a minha própria construção intelectual. e quando um termo me toca e eu sinto coerência nele, uso. se não for comigo, é com algum cliente que aparece logo depois.
o "do silêncio ao barulho" também chegou pronto, em 2018, montando uma apresentação pra um evento em recife: quando você escutar o seu silêncio, vai estar pronto pra fazer o barulho que deseja. virou método.
a professora e os painéis
o worklover é quem trabalha com o que ama, e eu devo a descoberta a uma professora. eu entrava em todo emprego, aprendia tudo, ensinava quem chegava depois e, passada a novidade, aquilo ia me matando aos poucos. achava que o problema era o emprego. aí lembrei de quando tinha catorze anos e uma professora me viu desenhando e me chamou pra fazer os painéis da escola, do dia da paz, do dia do soldado. eu fazia aquilo todo dia, de graça, com o maior prazer. no fim, ela me pagou. ali alguma coisa em mim entendeu que dava pra ganhar dinheiro com o que a gente gosta, e passei o resto da vida procurando o que era. fiz sistemas de informação, design, pnl, hipnose, constelação, oratória, e de cada coisa eu pegava a parte que servia pra marca pessoal.
a diferença pro workaholic é que o worklover não se fragmenta. faz atividade física, cuida das relações, está com a família, estuda, e o trabalho fica no meio disso de um jeito natural. o workaholic foge da vida pro trabalho. não quer discutir a relação em casa, então vai trabalhar. e tem quem ame tanto o que faz que vira vício e se desconecta do resto. o tosho lembrou que muita gente que tem burnout ama o que faz e só não viu o limite.
quatro movimentos
pra viver isso como filosofia, eu me dei quatro movimentos inegociáveis por dia. o físico, qualquer movimento do corpo. o intelectual, aprender alguma coisa, nem que seja ouvir uma boa história. o intuitivo, que é orar, meditar, a conexão com o divino. e o trabalho, porque o trabalho é o fluxo da vida. se recebi a vida da minha mãe, devolvo pro mundo com o meu servir. a natureza não para no fim de semana. eu cansei de fechar cliente em festa e no treino, falando do que faço sem perceber.
e tem o ciclo de referência. eu vivo, entendo o que vivi e guio outras pessoas. a primeira marca que fiz foi a minha, o primeiro guia de autenticidade foi o meu. ser popular é ser conhecido, ser influente é fazer as pessoas pararem pra discutir, e ser autoridade é quando acreditam no que você fala. ser referência é quando você inspira porque vive aquilo. o exemplo arrasta.
honrar quem veio antes
nossos pais e avós trabalharam por obrigação, pra sustentar a casa. hoje a tecnologia permite viver do que a gente gosta. então, se meus pais comeram o pão que o diabo amassou na roça pra eu ter escolhas melhores, eu tenho obrigação de ser feliz com isso. viver uma vida que você não gosta é quase desonrar esse sacrifício.
e ser worklover não quer dizer fazer só o que você ama. quer dizer estar na direção que você gosta. adulto sabe que vai ter que cobrar cliente, organizar a agenda, mandar proposta, aprender o que não quer. ser pai também não é fácil, e um sorriso do filho apaga a parte ruim.
contei também de quando atendi o chão de fábrica de uma indústria em camaçari. tinha muita gente que dizia não gostar do que fazia e, mesmo assim, se sentia realizada. o que sustentava era que, nas outras horas da semana, faziam o que amavam. dá pra ser realizado sendo worklover, trabalhando numa empresa que paga pra você fazer o que ama, ou entendendo o seu tempo de trabalho e o seu tempo de recuperação.
o verbo da sua vida
o tosho ligou isso aos pontos fortes do gallup e à investigação apreciativa, que parte do que funciona em vez de partir do problema. ele contou de uma montadora com várias concessionárias que não gostavam de um programa novo. em vez de estudar o problema, ele pediu pra ir na única que amava o programa, uma pequena, no interior, entendeu por que lá funcionava e levou isso pras grandes.
e eu trouxe as estratégias de defesa do corpo, que têm luz e sombra, cada uma com um verbo: criar, comunicar, inspirar, apoiar e realizar. o meu é realizar. posso passar um tempo sem criar, mas se não fecho o ciclo, fico frustrado. quando você acha o seu verbo, aplica em qualquer área.
lovenicho
eu parei de pensar tão racionalmente em público-alvo e me perguntei: quem me liga pedindo uma coisa que eu nem sei fazer e eu não digo não? eu não sou guia turístico, mas se for alguém que eu gosto, vou pesquisar o que tem na agenda da cidade. isso é o lovenicho. se não dá pra tomar um café, não vale a pena ser cliente. sabe o dia do baba com os amigos, em que você separa a roupa e arruma a mochila na véspera? se você acorda cinco dias seguidos e vai trabalhar por obrigação, tem alguma coisa errada.
autenticidade não é falar alto
a internet criou uma visão torta de autenticidade, como se fosse falar na cara, xingar, ser expansivo. autenticidade é o veículo que leva a sua essência até o seu propósito. ser autêntico é estar confortável em ser quem você é. dá pra ser autêntico de sunga na praia e de terno na reunião. e não tem regra. tem quem escreva num guardanapo e tire foto, tem quem só escreva nos stories e poste o print, com milhões de seguidores.
eu brinco com uma frase conhecida. marca pessoal é o que falam de você quando você não está na sala. branding é o que você faz pra falarem bem. lovenicho é quem está na sala. e autenticidade é quem você é na sala, independente de quem está nela ou de que sala é.
é a diferença entre odiar o próprio nariz e dizer "esse é o nariz da minha mãe, da minha família", e, se um dia quiser, mudar. a energia da mudança é outra. por isso eu falo em desenvolver a marca pessoal, e não em construir. quem constrói pega de fora. quem desenvolve potencializa o que já tem.
eu me recuso
contei de um exercício que me ajudou, a anti-visão. às vezes é difícil dizer o que a gente quer, mas é fácil dizer o que não quer. das minhas, ficou uma frase: eu me recuso a viver em desconexão, no piloto automático, e me recuso a ser vítima. depois que você sabe, não dá mais pra fingir que não viu.
e falei do netweaving. não vou pros lugares pra fechar negócio. vou pra criar teias, ver como posso contribuir. se eu tivesse chegado no tosho com um pitch pronto, a gente provavelmente não teria se conectado. primeiro a gente se conecta pela consciência, o negócio vem depois.
o guia
no fim, ele pediu que eu explicasse o guia de autenticidade. é uma construção a dois, em encontros, entre autoconhecimento e estratégia. o resultado é um manual pra você abrir daqui a cinco, dez anos e reconhecer que aquilo ainda é a sua essência. é como achar o terreno certo pra casa dos sonhos. a casa, você constrói. contei também, rindo, que os meus três últimos clientes chegaram indicados pelo chatgpt. o meu maior concorrente me indicou, rs.
deixei com ele um exemplar do encontre sua marca, onde assino o capítulo sobre o poder do nome. ele abriu ali mesmo e caiu numa pergunta que eu faço sempre: o seu arroba representa quem você é ou quem você deseja ser?
o que você ama fazer e ainda não deixa aparecer no seu trabalho?
fui. 💚


